Mostrando postagens com marcador músicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador músicos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Culturalista

O NasTribos colocou em cena admiradores da música, fãs do esporte, apaixonados por musicais, entre outras tribos e movimentos, cada qual com sua singularidade.
----------------------------------------------------------------------
Hoje o nosso blog irá reunir um pouco de uma mulher tipicamente pluralista:
"uma quase adulta. Quase criança. Quase atriz. Quase cantora. Quase artista. Quase um pouco de tudo.”
------------------------------------------------------------------------
Ela é jornalista de formação, no alto dos 22 anos de idade. Mas de longa data carrega na bagagem paixão pela música, fotografia e teatro. Nascida em Santo André, atualmente mora em Mauá, no ABC.
Apresento-lhes Rose Castilho, a “culturalista”, pois não haveria neologismo melhor para classificar essa amante pela arte.
---------------------------------------------------------------------------
NasTribos: Você se considera pertencente a uma tribo específica?
Rose: Não gosto muito de rotular as coisas assim, pra falar a verdade. Eu sempre fui muita coisa. Sempre quis muita coisa. Já quis até ser psicóloga, certa época da vida. Então, acho que não pertenço a nenhuma ou então pertenço a quase todas, pelo menos um pouquinho. Mas, se eu tivesse que dizer uma, acho que eu diria a tribo dos artistas (se é que ela existe)

NasTribos: Você é formada em Jornalismo pela Metodista. Pretende se profissionalizar na música e no teatro, ou os têm apenas como hobby? (tribo ou profissão?)

Rose: Humm, pergunta difícil. Eu seria a pessoa mais feliz do mundo se conseguisse trabalhar e ganhar meu dinheiro mês a mês com uma dessas ou todas. No entanto, como sei que não é fácil, já ficaria muito contente se eu pudesse aliar o jornalismo com a arte.

Nastribos: No seu blog "Fio dos Delírios", você se descreve como "quase" jornalista, atriz e cantora. Atrelar o jornalismo seria uma maneira de eliminar o "quase" dessas classificações?

Rose:
Ah, na verdade, eu comecei com isto na época em que eu era apenas uma estudante. Aí acabei "adotando" o termo por acreditar que, independente da profissão, eu nunca serei nada por completo. Nem atriz, nem jornalista, nem cantora. Porque sempre tem mais pra aprender e pra crescer. Ai
nda mais quando falamos de arte, que trabalha diretamente com o ser humano, nunca há um limite, nunca se está formado.
NasTribos: Em quais locais você pratica costuma desenvolver esse lado cultural?

Rose: Atualmente participo de um projeto chamado Terças Autorais, que é, na verdade, um encontro de compositores, músicos e artistas em geral. Nos encontramos todas as terças-feiras, no Espaço Cultural Gambalaia, em Santo André. O encontro é aberto ao público. A entrada custa apenas 5 reais. E os compositores podem apresentar seus trabalhos lá. É um local de troca de experiências e de conhecimento.


NasTribos: Quanto ao teatro...
Rose: Estou, no momento, participando da Oficina Teatral do Grite, na Universidade de São Caetano do Sul. Estrearemos o espetáculo no próximo dia 27 de novembro. E também tenho tido parte ativa no grupoPequeno Teatro de Torneado, que atualmente tem um espaço próprio na Saúde, em São Paulo. Mas ainda não estou atuando por lá, estou mais auxiliando o grupo.

NasTribos: O seu blog é a extensão dos seus “devaneios” e co espaço para a composição de suas letras?
Rose: Pode-se dizer que sim. Nem sempre composições musicais. Mas, sim, são composições. Às vezes, poemas. Às vezes, textos. Às vezes, músicas. Em geral, um escape prosmeus pensamentos.
NasTribos: Quando despertou a paixão pela fotografia?

Rose: Eu sempre gostei, mas a paixão mesmo veio na faculdade. Quando comecei a aprender mais ou menos como funciona a coisa toda, as técnicas. Na verdade, sempre curti fazer coisas diferentes, desde que comprei minha primeira câmera digital....tirava fotos de umas coisas absurdas, mexia no photoshop...

NasTribos: “Culturalista”, caberia esse neologismo para classificá-la?!
Rose: Achei genial (risos) ! Acredito que seria onde mais me encaixo, justamente por ser muito abrangente.
---------------------------------------------------------------------------
BLUES DE CÃO por EvelynNeias no Videolog.tv.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Tribo ou profissão?

Pode um hobby se transformar em profissão? Temos lido aqui no blog que as tribos são formadas por pessoas que tenham gostos em comum; citando o professor André Arruda: "tribo urbana não é um conceito nem uma categoria acadêmica", mas o que fazer quando o gosto resolve interagir com o ambiente profissional?
Desde 2007 eu participo de uma tribo, ou melhor, uma Orquestra. A Filarmônica Educacional SoArte possui o diferencial de ser um conjunto não somente formado por músicos profissionais, mas também amadores, envolvendo crianças e idosos, não importando a classe social. Ou seja, a entrada é livre para qualquer um que saiba tocar um instrumento, queira conviver mais com a música e saiba manter compromissos para vários finais de semana.
No meio dos instrumentos se encontram distintas profissões, desde o professor até o arquiteto, mas nos sábados de manhã o objetivo desses mais de 80 componentes é um só: fazer música. Na mistura de idades, histórias e conhecimentos, a dificuldade está em conciliar todos esses talentos, aparentemente escondidos durante a semana, mas que vêm à tona quando estão à frente de uma partitura e de um regente.A música, muitas vezes, começa como um simples divertimento, mas essa "distração" pode crescer. Entre os instrumentistas da Orquestra SoArte, também se encontram aqueles que almejaram mais e hoje já são músicos profissionais. Para alguns essa arte pode ainda ser vista como puro entretenimento, mas a cada dia esse mercado tem crescido e há espaço para aqueles que se dedicam e estudam muito, já que a concorrência é grande. Aqui no blog as tribos são levadas a sério e o mero "gostar" pode se tornar uma formação acadêmica. No SoArte você encontra tanto aqueles que veem a orquestra como um compromisso do fim de semana (a ser levado a sério, mas não no patamar de uma profissão) como aqueles que sustentam suas vidas tocando um instrumento. Não importa se temos outras ambições, ou se nosso sonho é ser o novo talento da música; o que importa é que quando nos reunimos, nós fazemos uma das coisas que mais gostamos e mostramos o nosso talento, seja em uma tribo ou em uma profissão.