sábado, 6 de novembro de 2010

São coisas que eu amo...

Mamma Mia, Cats, Os miseráveis... não precisa conhecer muito sobre teatro para saber de que gênero estamos falando. Sucesso no exterior, nos últimos anos os musicais tem ganhado “versões brasileiras” dignas de aplausos: são produções milionárias, com músicas traduzidas para o português e atores-cantores que não devem em nada para seus concorrentes internacionais. Toda essa magia reflete nos inúmeros fãs que não perdem a chance de conferir as peças.
Caio Lopes é um desses. Aos 17 anos, ele é fã de musicais desde 2006 quando teve a oportunidade de assistir o DVD de O Fantasma da Ópera: “Eu vi e gostei, então no meu aniversário de 13 anos minha tia me levou ao Teatro Abril pra assistir a peça. Achei o máximo, era um espetáculo e tanto e tudo ao vivo, na minha frente!”, comenta. Depois desse “amor a primeira vista” Caio passou a pesquisar sobre o assunto e tenta, na medida do possível, não perder um musical.
Sobre qual a melhor produção que já passou pelo Brasil, o fã parece perdido em escolher apenas uma: “Todas as que eu fui, eu gostei muito. É meio brega dizer, mas tenho um carinho diferente por cada uma”. A indecisão não é para menos, já que os musicais estão cada vez maiores e mais constantes. Só nesse ano foi possível conferir O Rei e Eu, O Despertar da Primavera, Gipsy, O Médico e o Monstro, Cats, Hairspray, entre outros e, com estreias para o final do ano, os clássicos Hair e Mamma Mia. Todos são nomes que carregam orçamentos altíssimos e equipes imensas para reproduzir o que é feito lá fora com o jeito brasileiro.
E os fãs, sempre em busca de novidades, aliam-se para saber as notícias e demonstrar o carinho que tem por essas peças. Caio fez amizades através da rede social Orkut, na comunidade em homenagem a cantriz (cantora+atriz) Kiara Sasso: “Quando A Noviça Rebelde (peça na qual Kiara era protagonista) estava para encerrar a temporada, nós da comunidade combinamos uma homenagem a ela, tudo via internet. No grande dia eu acabei conhecendo todo mundo e mantemos contatos. É bem legal a relação, pois há troca de informações de bastidores que ficamos sabendo ou às vezes alguém tem ingresso sobrando e chama outra pessoa da comunidade”. (Na foto, Caio com a cantriz Kiara Sasso e a amiga Annelise que conheceu pela internet)
As movimentações dessa “tribo” levam a mudanças nas próprias produções, como ocorreu, em maio, com o musical O Despertar da Primavera. A peça teve sua temporada paulistana cancelada por causa da falta de patrocinadores e os fãs indignados se reuniram através das redes sociais e começaram a enviar e-mails, utilizar hashtags no twitter (#voltadespertar), até realizar flash-mobs e mostrar seu interesse pelo retorno. A iniciativa deu certo e O Despertar voltou para São Paulo para mais algumas apresentações.
Pessoas que se juntam para debater sobre aquilo que gostam, essa é a essência de uma tribo e é isso que os fãs de musicais fazem. Podem não se vestir de maneira específica, ou usar o mesmo penteado, mas compartilham do amor pelos espetáculos e da vontade de, por alguns minutos, divertir-se no palco ao som de suas músicas favoritas, e Caio completa: “Eu torço para que algum dia aconteça de eu participar de uma produção dessas”.

Para saber sobre as novidades, vale a pena visitar o site Musicais Brasil e o blog 9 People's Favorite Thing, atualizado por dois fãs do estilo teatral.
Sobre as produções é bom ficar de olho nos blogs dos atores/atrizes como, por exemplo, Kiara Sasso e Saulo Vasconcelos, ou dos diretores Charles Möeller e Claudio Botelho.

(O título dessa postagem veio da música Coisas que eu amo, da versão brasileira de A Noviça Rebelde. Video aqui.)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Uma Guria Paulistana


Uma jovem de 21 anos que muda de cidade e passa a conviver com outra tribo em um dos momentos mais decisivos de sua vida.
Seu nome é Thaís Saccomano, paulistana nata apaixonada pelo agito da cidade, de temperamento tranqüilo e boa gente, topa qualquer programa desde que tenha sempre amigos por perto.
Em 2008 chegou a hora de escolher uma carreira, como qualquer um de sua idade a pressão de passar em uma boa faculdade era grande. Mas não era só isso que perturbava a cabeça de Thaís, logo veio a noticia de que teria de se mudar para Porto Alegre – RS por conta do trabalho do pai: “Eu recebi a notícia com tranquilidade, mas o pior momento foi no dia de ir embora, onde caiu a ficha e foi muito tenso me despedir da família, amigos próximos que eu convivi 18 anos da minha vida”- comenta.
A partir daí ela percebeu que grandes surpresas estavam para acontecer, nova cidade, novas pessoas novos costumes aos quais teria que se adaptar.
O encontro com sua nova “tribo” foi impactante e difícil, “Minha maior vontade era voltar pra São Paulo, pois não me identificava com nada.” Todos nós sabemos que é difícil se enturmar quando estamos avançando as fases da vida, da escola onde você passou 11 ou 12 anos, para a faculdade e nem precisa mudar de cidade para isso! Imagine de estado então...
As diferenças apareceram logo, o sotaque e expressões usadas, os costumes e rotina do lugar foram uma barreira que Thaís se adaptou com naturalidade após um começo conturbado, “O clima aqui é diferente, as pessoas com sotaque, mas me receberam bem aqui, o agito da cidade é outro.” E ainda completa: “O gaucho tem o costume de tomar chimarrão, um bom churrasco de domingo enquanto o paulistano adora pedir uma pizza, as expressões, tri legal, tu, ti, capaz? , a primeira vez que me falaram “capaz?”, eu fiquei uns 2 minutos sem entender.” E acrescenta: “Acabei me divertindo com isso, é legal ser diferente, nunca tinha passado por isso antes.”
Hoje já com 2 anos e três meses morando no sul já encara bem as mudanças e até brinca com elas: “As pessoas nem percebem mais que eu não sou daqui, agora quando eu vou pra São Paulo, que tiram uma com a minha cara porque estou falando muito misturado.”
Cursando a faculdade de direito e já tendo passado pela experiência do primeiro estágio, Thaís fala de sua rotina de gaucha: “O primeiro estagio é inesquecível e vou a shoppings nas horas vagas, as pessoas daqui adoram ir ao parque tomar um chimarrão, mas eu ainda não me acostumei com esse tal de chimarrão.” Já se sente membro dessa grande família do Rio Grande do Sul.
A saudade de casa, família e dos amigos aperta às vezes, e a mudança não mudou a relação com os amigos paulistanos, pelo contrario só fortaleceu os laços sendo sempre motivo de encontro quando Thaís vem a São Paulo, e as amizades feitas serão levadas para a vida toda, para ela só trouxe aprendizado positivo: “Ganhei experiência de vida, posso conviver com qualquer pessoa de qualquer região do Brasil e espero no futuro conseguir ter outra oportunidade, mas internacional.”
Thaís se diz tão adaptada ao novo ritmo de vida que hoje não se vê morando em São Paulo, mas certeza que ela voltará é inabalável, afinal a sua verdadeira tribo é a paulistana.
Essa história então, nos faz perceber que mesmo quando não temos muita certeza do que vai acontecer, as diferenças e mudanças aparecem muitas vezes nos surpreendendo com um mundo inteiro de coisas novas e prontas para serem reveladas, basta você estar pronto para elas.
A foto da RZ Turismo se refere a Praça da Matriz um dos pontos turísticos da cidade.
Aqui fica uma sugestão para quem quer saber mais sobre Porto Alegre:

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Eles são vegetarianos, panteístas e felizes

“Estava à toa na vida, o meu amor me chamou, pra ver a banda passar cantando coisas de amor”
(A banda - Chico Buarque)

Ela carregava processos. Literalmente. Trajava terno e gravata e no seu andar havia uma tranquilidade que não combinaria com nenhum Fórum. Ela não estava em nenhum Fórum. As mesas e cadeiras voltaram a ser árvores, e o teto um sol estampado, às 14h50, de uma tarde de sexta-feira. Era advogada e nos intervalos que tinha do trabalho, atravessa a maior avenida do país para encontrar um pouco de paz no Parque Trianon. Ela nunca estava só ali. Ela estava à toa na vida.
Guitarrista desde os quatro anos, ela buscava naquele canto um pouco de inspiração: “Ao contrário do que dizem, os roqueiros também tem seu lado calmo, de paz”. Ia praticamente todos os dias praticar exercícios. Tinha uma banda.
Ela carregava livros, cadernos e às vezes jornais. Tinha 1 metro e 84 centímetros, ditos vagarosamente para dar maior destaque. Proust, Machado e Balzac faziam parte dos seus dias naquele lugar que conhecia bem. A primeira vez que foi ali conheceu duas pessoas que fariam parte da sua história dali para frente. Era professor e sempre esperava coisas de amor.
Gabriela Azevedo, Gustavo Miller e Agnaldo Oliveira adoram Chico, mas o que os une não é só a admiração pelo cantor e sim o gosto pela natureza, pelo vegetarianismo e pelo panteísmo.
Conheceram-se ao acaso numa tarde de um outono qualquer de 1994. Dali para frente seriam cúmplices, amigos ou porque não dizer uma tribo. Gabriela que trabalha em um escritório na Avenida Paulista, encontra Gustavo e Agnaldo sempre que pode, “Marcamos pelo MSN e nos vemos. Às vezes rapidamente, às vezes filosofamos a tarde inteira”. Na verdade quem entende mais de filosofia é Agnaldo que leciona língua Portuguesa em uma escola pública, mas é apaixonado por filosofia, “A Gabi e o Miller são os primeiros a conhecerem minhas novas empreitadas filosóficas.” Já a parte mais musicalmente intensa desse trio, Gustavo Miller, considera as afinidades que eles têm como uma base sólida de autoconhecimento, “Descobrimos coisas juntos que hoje me dá certa tranquilidade de saber quem eu sou.”


Um parque em comum
O Parque Ibirapuera é um dos maiores cartões postais de São Paulo e em sua de extensão deve ter ocorridos muitos encontros. Foi justamente nele que Gabriela, Gustavo e Agnaldo se encontraram. Hoje praticam Cooper e andam de bicicleta aos finais de semana. Debaixo daquelas árvores discutem religião, política e futebol. Nunca brigaram até porque no que se refere à religião compartilham da mesma: o panteísmo. Essa forma de pensamento acredita que figura de Deus está em tudo, é parte integrante do que somos e vemos. Nada é tão admirado pelos panteístas do que a natureza que é, visivelmente, um exemplo magnífico da grandiosidade e generosidade do criador. Deus não seria segundo essa visão uma divindade única e sim fragmentada em tudo isso que o Universo nos apresenta. O templo de um panteísta é qualquer lugar que ele se sinta bem.
“Creio que termos essa mesma visão nos ajudou a longo do tempo. Não houve por nossa parte um desgaste tentando um explicar as crenças que tínhamos para os outros. O que houve foi um complemento. Para quem quer conhecer esse tipo de visão é preciso, primeiramente, se libertar de alguns dogmas.”, diz Gabriela.

Um prato em comum
Agnaldo nem se lembra de quando provou carne pela última vez, “Deve ter mais de vinte anos e não sinto falta”. A alimentação é outra característica que os une. Adeptos do vegetarianismo acreditam que assim estarão mais saudáveis, unindo é claro práticas de esportes e boas horas de sono. “Não adianta você fazer algo bom se exageram em outras ou tem hábitos mais nocivos. Eu já toco guitarra, machuco meus ouvidos, então, cuido das outras partes.” brinca Gustavo.

Um cantor em comum
Chico Buarque de Holanda e suas dezenas de canções estão sempre presentes nas conversas desses três amigos. O que difere e a musica que cada um acha a melhor. A Banda é tida como a música tema dessa amizade. “Gostamos dela porque fala de tempo e nossa amizade tem esse componente. Eles preferem a fase do Chico mais antiga quando ele falava do “Cale-se” da ditadura". O DVD Carioca, lançado em 2007, também é muito bem visto por eles. Gabriela ama “Folhetim”, e queria ser como a protagonista da música, mas Agnaldo e Gustavo falam que ela é muito sentimental para tratar os homens como a mulher da música faz.

Uma felicidade incomum
Embora se reconheçam quanto à crença, a alimentação, o cantor, nossos entrevistados não são iguais e é também a diferença que os mantêm unidos. Agnaldo encanta com suas criações literárias, sejam elas poesias ou romances. Já tentou fazer uma dupla com Gustavo para fazerem algumas músicas juntos, porém como ele mesmo diz: “Temos tendências artísticas diferentes. Uma é mais contemplativa, a outra mais explosiva.” Gabriela arrisca umas pincelas, “... tudo na clandestinidade.”, embora tenha feito curso de teatro na adolescência e ter um considerável dragão nas suas costas, hoje se considera mais uma espectadora no que se refere a manifestações artísticas.
Naquele dia no Trianon soube da vida dos três. Estavam ali depois de eu tentar entrevistar diversas pessoas. Enquanto descansavam eles apareciam. Pareciam adolescentes que cabularam a aula do colégio para ficar, como disse Chico na canção, “À toa na vida” e aprendi com essa tribo inclassificável que o que une as pessoas, muitas vezes, não é uma única afinidade e sim uma diversidade de pensamentos que se harmonizam e se complementam. Foi bom o papo, ora interrompido pelo celular de Gabriela e seus tantos casos processuais inacabados, ora interrompidos por Agnaldo com suas filosofias Balzaquianas. Gustavo é o mais calmo de todos e por tal motivo o que mais me identifiquei. Eles sabem por que se identificaram uns com os outros, contudo, não se perderam depois que banda passou.
A pedido deles, essa matéria é dedicada a Chico Buarque de Holanda:

sábado, 30 de outubro de 2010

RAP - Ritmo e Poesia


Assim como Emotional Hardcore é o nome de batismo da tribo que veio a ser popularmente conhecida como EMO. O Rythm and Poetry (ritmo e poesia) é o termo usado ao estilo RAP.

O RAP é originário da Jamaica. Surgiu nos anos 60 e foi difundido nos Estados Unidos, uma década depois quando os jamaicanos expandiram o movimento.







O estilo detém uma batida acelerada, com a letra em tom de discurso, muita informação e quase nenhuma melodia. Composta muitas vezes por letras autobiográficas, que revelam as dificuldades da vida, especialmente das regiões periféricas das grandes cidades.

As gírias são outra marca do movimento, bastante comuns nas letras de rappers.

  • Atropelo: Invadir o espaço de outro grafiteiro.
  • Break: Dança típica do rap que contém movimentos como o Giro de cabeça, rabo de saia, além de saltos mortais são alguns passos do break.
  • Bomb: Forma contraída de bombardeio: grafites feitos sem autorização.
  • Crew: Turma de grafiteiros que se reúnem para grafitar juntos.
  • Coxinha: Policial
  • Crocodilagem: Traição
  • DJ: Disc-jockey ou operador discos. É o responsável de encontrar músicas, compositores e editar as batidas.
  • Freestyle: Disputas de MCs no improviso.
  • Grafite: Manifestação de arte com objetivo de transmitir uma mensagem, no geral, de protesto.
  • Grafiteiro: O que faz grafite.
  • Hip Hop: Hip = quadril, Hop = salto. União de elementos como o rap, o break, o grafite, DJ.
  • Mano: Designação de um membro do grupo reconhecido como igual.
  • Mil grau: Afirmação de quem valoriza e apóia a atitude do outro.
  • Na gringa: No exterior.
  • Produção: Grafite que atinge todas as classes.
  • Rap: Rythm and Poetry (ritmo e poesia). É a música produzida por DJ e rappers com letra falada ou declamada.
  • Rapper: Cantor do rap.
  • Sampling: As técnicas de produção de uma música a partir de pedaços de outras.
  • Toy: Grafiteiro ruim.
  • Wild style: Estilo de grafite em que as letras são de difícil leitura.
  • Zé Povinho: Indivíduo de atitude duvidosa.

Veja outras gírias, no Blog do Juca.

As danças têm movimentos ligeiros e malabarismos corporais.
  • Break: Dança típica do rap que contém movimentos como o Giro de cabeça, rabo de saia, além de saltos mortais são alguns passos do break.

Sou o "Mc" Fulano...

O Mc é o responsável pela junção da mixagem com a letra em forma de poesia e protesto. É o Mestre-de-Cerimônias.



quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Uma paixão sem limites


Torcedores enfrentam longas viagens para acompanhar seus times e demonstrar amor e dedicação incondicionais pelos seus clubes de futebol

Anteriormente, foi feito uma narrativa contando como é um dia de jogo para uma torcida organizada . O blog Nas Tribos apresenta 4 perfis de integrantes de diferentes torcidas, para entender melhor esse universo da paixão pelo futebol.



Felipe Duarte - Torcida: Força Jovem do Vasco
(Clube de Regatas Vasco da Gama)

Felipe mora em Volta Redonda-RJ, tem apenas 17 anos e desde 2007 participa de torcida. "Nesses 4 anos aprendi o suficiente para ser um Força Jovem de verdade." O amor pelo Vasco e a admiração pela torcida, o fez escolher participar dessa organizada. Neste ano, Felipe fez a sua primeira viagem para acompanhar seu time fora do Rio de Janeiro. Ele enfrentou 6 horas de viagem de ônibus para acompanhar Palmeiras e Vasco no Estádio do Pacaembu, na cidade de São Paulo: "A primeira caravana a gente nunca esquece, foi muito responsa!"

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Fernando Laudilino dos Santos - Torcida: Gaviões da Fiel
(Sport Club Corinthians Paulista)


Por incentivo de amigos, Fernando, 19 anos, resolveu entrar para os Gaviões da Fiel. Ele mora no municipio de Carapicuiba, Zona Oeste de São Paulo e já foi para vários lugares ver o Corinthians jogar. "Já fui para o Rio de Janeiro, Minas Gerais, Curitiba, Santa Catarina, Goiania, Rio Grande do Sul. Para caravanas no interior de São Paulo como Ribeirão Preto, Araraquara, Presidente Prudente, Barueri, Santos." Mas para ele o jogo e a viagem que mais marcou foi o título brasileiro em 2005 contra o Goiás, em Goiania. Fernando já passou por várias situações de perigo estando em torcida "Quem está em uma torcida organizada tem que estar disposto a tudo" porém, para ele vale muito a pena: "Estar na arquibancada com a família Gaviões, cantando e vibrando com o coração, incentivando o Coringão a ganhar mais uma partida!"

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Jair Augusto - Torcida: Torcida Uniformizada do Palmeiras
(Sociedade Esportiva Palmeiras)

Jair, 22 anos, mora em Cuiabá-MT, longe da casa do seu time de coração: o Palmeiras. Mas, apesar da distância ele faz parte de uma torcida organizada desde 2002: "Entrei pra Torcida pelo meu time. Acredito que somos a voz do 'povão' em geral na arquibancada, além de sempre estarmos presente em todos os lugares." Jair escolheu participar da T.U.P pois se identificou com a ideologia: "Ela em primeiro lugar ama o Palmeiras e depois outras coisas. Algumas torcidas amam em primeiro lugar a 'organizada' para depois amar o clube." Para ele a melhor coisa que existe dentro de uma torcida são as amizades e o respeito, não importando a classe social ou cor.

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Rodrigo Hubert - Torcida: Leões da Fabulosa
(Associação Portuguesa de Desportos)

Há quase 10 anos na Torcida, Rodrigo, 27 anos, atualmente é diretor de bateria e das faixas e bandeiras da Leões da Fabulosa. Ele logo se identificou com o clube e com a torcida, por morar perto do seu time do coração. Rodrigo já viajou várias vezes para torcer pela Portuguesa: "Já fui para Curitiba, Rio, Minas, Manaus, Belém, Florianópolis e várias outras cidades. Geralmente a viagem é cansativa porque muitas delas demoram cerca de 6 a 18 horas, como em Anapólis em Manaus que foram 8 horas de avião e mais 4 de balsa" Para ele vale todo o esforço: "O que me motiva é a história da torcida que sempre se fez presente nos estádios e também a paixão pelo time."
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Não são só os homens que participam de uma torcida e amam seus clubes de futebol. Apesar de ser um esporte predominantemente masculino, as mulheres também viajam para ver uma partida, participam ativamente de torcida e amam seus times. Cada vez mais a participação feminina é tão expressiva dentro da torcida que são criados núcleos, faixas e bandeiras para elas:




Nucléo feminino da torcida Inferno Coral
(Santa Cruz)



Comando Feminino da torcida Império Alviverde
(Coritiba)




Slogan criado para a torcida feminina da Jovem Fanautico
(Naútico)


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Veja também: Este site fala de todas as torcidas organizadas do Brasil, com várias fotos, entrevistas e informações como o Estatuto do torcedor.