sábado, 30 de outubro de 2010

RAP - Ritmo e Poesia


Assim como Emotional Hardcore é o nome de batismo da tribo que veio a ser popularmente conhecida como EMO. O Rythm and Poetry (ritmo e poesia) é o termo usado ao estilo RAP.

O RAP é originário da Jamaica. Surgiu nos anos 60 e foi difundido nos Estados Unidos, uma década depois quando os jamaicanos expandiram o movimento.







O estilo detém uma batida acelerada, com a letra em tom de discurso, muita informação e quase nenhuma melodia. Composta muitas vezes por letras autobiográficas, que revelam as dificuldades da vida, especialmente das regiões periféricas das grandes cidades.

As gírias são outra marca do movimento, bastante comuns nas letras de rappers.

  • Atropelo: Invadir o espaço de outro grafiteiro.
  • Break: Dança típica do rap que contém movimentos como o Giro de cabeça, rabo de saia, além de saltos mortais são alguns passos do break.
  • Bomb: Forma contraída de bombardeio: grafites feitos sem autorização.
  • Crew: Turma de grafiteiros que se reúnem para grafitar juntos.
  • Coxinha: Policial
  • Crocodilagem: Traição
  • DJ: Disc-jockey ou operador discos. É o responsável de encontrar músicas, compositores e editar as batidas.
  • Freestyle: Disputas de MCs no improviso.
  • Grafite: Manifestação de arte com objetivo de transmitir uma mensagem, no geral, de protesto.
  • Grafiteiro: O que faz grafite.
  • Hip Hop: Hip = quadril, Hop = salto. União de elementos como o rap, o break, o grafite, DJ.
  • Mano: Designação de um membro do grupo reconhecido como igual.
  • Mil grau: Afirmação de quem valoriza e apóia a atitude do outro.
  • Na gringa: No exterior.
  • Produção: Grafite que atinge todas as classes.
  • Rap: Rythm and Poetry (ritmo e poesia). É a música produzida por DJ e rappers com letra falada ou declamada.
  • Rapper: Cantor do rap.
  • Sampling: As técnicas de produção de uma música a partir de pedaços de outras.
  • Toy: Grafiteiro ruim.
  • Wild style: Estilo de grafite em que as letras são de difícil leitura.
  • Zé Povinho: Indivíduo de atitude duvidosa.

Veja outras gírias, no Blog do Juca.

As danças têm movimentos ligeiros e malabarismos corporais.
  • Break: Dança típica do rap que contém movimentos como o Giro de cabeça, rabo de saia, além de saltos mortais são alguns passos do break.

Sou o "Mc" Fulano...

O Mc é o responsável pela junção da mixagem com a letra em forma de poesia e protesto. É o Mestre-de-Cerimônias.



quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Uma paixão sem limites


Torcedores enfrentam longas viagens para acompanhar seus times e demonstrar amor e dedicação incondicionais pelos seus clubes de futebol

Anteriormente, foi feito uma narrativa contando como é um dia de jogo para uma torcida organizada . O blog Nas Tribos apresenta 4 perfis de integrantes de diferentes torcidas, para entender melhor esse universo da paixão pelo futebol.



Felipe Duarte - Torcida: Força Jovem do Vasco
(Clube de Regatas Vasco da Gama)

Felipe mora em Volta Redonda-RJ, tem apenas 17 anos e desde 2007 participa de torcida. "Nesses 4 anos aprendi o suficiente para ser um Força Jovem de verdade." O amor pelo Vasco e a admiração pela torcida, o fez escolher participar dessa organizada. Neste ano, Felipe fez a sua primeira viagem para acompanhar seu time fora do Rio de Janeiro. Ele enfrentou 6 horas de viagem de ônibus para acompanhar Palmeiras e Vasco no Estádio do Pacaembu, na cidade de São Paulo: "A primeira caravana a gente nunca esquece, foi muito responsa!"

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Fernando Laudilino dos Santos - Torcida: Gaviões da Fiel
(Sport Club Corinthians Paulista)


Por incentivo de amigos, Fernando, 19 anos, resolveu entrar para os Gaviões da Fiel. Ele mora no municipio de Carapicuiba, Zona Oeste de São Paulo e já foi para vários lugares ver o Corinthians jogar. "Já fui para o Rio de Janeiro, Minas Gerais, Curitiba, Santa Catarina, Goiania, Rio Grande do Sul. Para caravanas no interior de São Paulo como Ribeirão Preto, Araraquara, Presidente Prudente, Barueri, Santos." Mas para ele o jogo e a viagem que mais marcou foi o título brasileiro em 2005 contra o Goiás, em Goiania. Fernando já passou por várias situações de perigo estando em torcida "Quem está em uma torcida organizada tem que estar disposto a tudo" porém, para ele vale muito a pena: "Estar na arquibancada com a família Gaviões, cantando e vibrando com o coração, incentivando o Coringão a ganhar mais uma partida!"

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Jair Augusto - Torcida: Torcida Uniformizada do Palmeiras
(Sociedade Esportiva Palmeiras)

Jair, 22 anos, mora em Cuiabá-MT, longe da casa do seu time de coração: o Palmeiras. Mas, apesar da distância ele faz parte de uma torcida organizada desde 2002: "Entrei pra Torcida pelo meu time. Acredito que somos a voz do 'povão' em geral na arquibancada, além de sempre estarmos presente em todos os lugares." Jair escolheu participar da T.U.P pois se identificou com a ideologia: "Ela em primeiro lugar ama o Palmeiras e depois outras coisas. Algumas torcidas amam em primeiro lugar a 'organizada' para depois amar o clube." Para ele a melhor coisa que existe dentro de uma torcida são as amizades e o respeito, não importando a classe social ou cor.

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Rodrigo Hubert - Torcida: Leões da Fabulosa
(Associação Portuguesa de Desportos)

Há quase 10 anos na Torcida, Rodrigo, 27 anos, atualmente é diretor de bateria e das faixas e bandeiras da Leões da Fabulosa. Ele logo se identificou com o clube e com a torcida, por morar perto do seu time do coração. Rodrigo já viajou várias vezes para torcer pela Portuguesa: "Já fui para Curitiba, Rio, Minas, Manaus, Belém, Florianópolis e várias outras cidades. Geralmente a viagem é cansativa porque muitas delas demoram cerca de 6 a 18 horas, como em Anapólis em Manaus que foram 8 horas de avião e mais 4 de balsa" Para ele vale todo o esforço: "O que me motiva é a história da torcida que sempre se fez presente nos estádios e também a paixão pelo time."
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Não são só os homens que participam de uma torcida e amam seus clubes de futebol. Apesar de ser um esporte predominantemente masculino, as mulheres também viajam para ver uma partida, participam ativamente de torcida e amam seus times. Cada vez mais a participação feminina é tão expressiva dentro da torcida que são criados núcleos, faixas e bandeiras para elas:




Nucléo feminino da torcida Inferno Coral
(Santa Cruz)



Comando Feminino da torcida Império Alviverde
(Coritiba)




Slogan criado para a torcida feminina da Jovem Fanautico
(Naútico)


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Veja também: Este site fala de todas as torcidas organizadas do Brasil, com várias fotos, entrevistas e informações como o Estatuto do torcedor.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Tribo ou profissão?

Pode um hobby se transformar em profissão? Temos lido aqui no blog que as tribos são formadas por pessoas que tenham gostos em comum; citando o professor André Arruda: "tribo urbana não é um conceito nem uma categoria acadêmica", mas o que fazer quando o gosto resolve interagir com o ambiente profissional?
Desde 2007 eu participo de uma tribo, ou melhor, uma Orquestra. A Filarmônica Educacional SoArte possui o diferencial de ser um conjunto não somente formado por músicos profissionais, mas também amadores, envolvendo crianças e idosos, não importando a classe social. Ou seja, a entrada é livre para qualquer um que saiba tocar um instrumento, queira conviver mais com a música e saiba manter compromissos para vários finais de semana.
No meio dos instrumentos se encontram distintas profissões, desde o professor até o arquiteto, mas nos sábados de manhã o objetivo desses mais de 80 componentes é um só: fazer música. Na mistura de idades, histórias e conhecimentos, a dificuldade está em conciliar todos esses talentos, aparentemente escondidos durante a semana, mas que vêm à tona quando estão à frente de uma partitura e de um regente.A música, muitas vezes, começa como um simples divertimento, mas essa "distração" pode crescer. Entre os instrumentistas da Orquestra SoArte, também se encontram aqueles que almejaram mais e hoje já são músicos profissionais. Para alguns essa arte pode ainda ser vista como puro entretenimento, mas a cada dia esse mercado tem crescido e há espaço para aqueles que se dedicam e estudam muito, já que a concorrência é grande. Aqui no blog as tribos são levadas a sério e o mero "gostar" pode se tornar uma formação acadêmica. No SoArte você encontra tanto aqueles que veem a orquestra como um compromisso do fim de semana (a ser levado a sério, mas não no patamar de uma profissão) como aqueles que sustentam suas vidas tocando um instrumento. Não importa se temos outras ambições, ou se nosso sonho é ser o novo talento da música; o que importa é que quando nos reunimos, nós fazemos uma das coisas que mais gostamos e mostramos o nosso talento, seja em uma tribo ou em uma profissão.

sábado, 23 de outubro de 2010

Entrevista II


Dando continuidade às entrevistas com profissionais que lidam com o comportamento humano, a conversa de hoje é com a psicóloga Nora Rabinovich. Ela nos conta qual a importância de fazer parte de um grupo, como isso afeta o homem e a influência disso na vida em sociedade.


Nas Tribos
:
Por que é importante, do ponto de vista psicológico, as pessoas se reunirem em grupos/ tribos?

Nora Rabinovich: O grupo quando sintoniza com nossas necessidades psicológicas permite desenvolver no indivíduo o sentimento que proporciona segurança emocional. Assim a pessoa sente-se protegida, apoiada, transmitindo o sentido de pertencimento, tão raro ao ser humano que se reconhece como gregário.

Nas Tribos: Não pertencer a um grupo, com interesses em comum, pode causar problema psíquico?

Nora Rabinovich: Os grupos podem funcionar como curadores sociais e a convivência atua como vacina contra as ameaças à saúde física e mental. Em determinados momentos de fragilização do indivíduo, tais como situações conflitivas e de vulnerabilidade, as relações sociais intensas e positivas vivenciadas nos grupos promovem companhia e prazer.

Nas Tribos: Qual o poder de influência do grupo em seus membros?

Nora Rabinovich: As identificações entre os pares promovem uma validação da identidade do sujeito e assim a autoestima dos seus membros fica preservada. A vida em grupo ajuda a conter angustias individuais.
Muitas vezes o contágio emocional entre os membros evidencia-se com clareza. O espírito de grupo: “um por todos, todos por um” proporciona desenvolvimento individual e grupal quando o objetivo é positivo. No entanto quando ansiedades e defesas dos seus membros cristalizam-se manifestam-se também estados regredidos que tomam conta do psiquismo. Vale dizer também que quando o grupo não reflete as necessidades do indivíduo , o sentimento de incompreensão podem ser potencializados chegando até extremos de fobia social e isolamento.


crédito da foto: totodacabeca.blogspot.com

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Na balada - The Clubbers



Qual a balada de hoje?
Não se contenta em assistir a um filminho no sabadão
na TV que enfeita a estante da sala?
Seus amigos não param de te ligar,
de enviar torpedos, twittar loucamente?
Aquela roupa nova parece te chamar para ser usada na sexta à noite?
Você precisa muito jogar conversa fora,
rever os amigos depois de uma semana cheia
de coisas na faculdade,
beber, dançar madrugada adentro?




Caso considere ser detentor das características citadas...
Saiba então que você é um clubber, ou melhor dizendo, um legítimo baladeiro!

A balada hoje é aqui e você não está sozinho na curtição.
O Nas tribos te apresenta o perfil de 5 baladeiros de carteirinha.

WE ARE BALADEIROS!

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Nully ( no meio) e amigos
Nully Nunes passou das três décadas de vida, mas não difere a atual idade com a de de quando estava no alto dos 20. Baladeiro, o cabeleireiro não considera justo o preço das bebidas nas boates (o que também não o impede de ir ao menos uma vez por mês). Normalmente acompanhado por cinco fiéis amigos, Nully revela que balada é sinônimo de pegação, dança... Na utilização do bom termo “zoação”. Segundo ele, muitas baladas estendem, além de madrugada afora, a manhã seguinte - o chamado “after”. Alguns lugares oferecem opções mais diversas, como piscinas (as Pool Parties). “Sair de balada vale a pena porque é uma terapia”, afirma o cabeleireiro.

Veja as baladas preferidas de Nully: The Week e Bubu Lounge Disco

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Michelli Gonçalves
Michelli Gonçalves tem 24 anos. Nasceu em Bauru, mas mora em São Paulo há 2 anos. O número oscila entre 1 e 2, as vezes em que ela costuma sair para baladas semanalmente. Embora transite entre as principais danceterias da capital, Michelli revela que não gasta um centavo na noite paulistana: “Tenho contato com amigos que são sócios de algumas casas noturnas de SP, e acabo entrando na lista VIP”. Assim que a maioridade foi apontando, a jovem tornou-se uma baladeira. Desde os 17, 18 anos costuma sair sempre com os mesmos amigos, que para Michelli, não se restringe meramente a pista de dança. “Balada me distrai. É curtição. É risada com os amigos sempre... Me faz bem!

Veja as principais baladas frequentadas por Michelli: Pink Elephant, Disco Club, Café de la Musique, Anzu (em Itu)

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Raquel (à esquerda) e amigos
A programação do final de semana está sempre garantida para Raquel Awade: BALADA! A jovem de 23 anos, natural de São Paulo, costuma desfrutar a night cerca de oito vezes por mês. Para cada uma delas, as contas da moça não ultrapassam R$ 50 (normalmente o valor do estacionamento), pois normalmente não paga para entrar em casas noturnas. “Não tenho com o que perder a noção. Controlo os dias que vou sair para não gastar muito com gasolina e estacionamento", comenta. Raquel afirma ter um grupo fixo de "baladeiros" e que a importância da balada está em se divertir e socializar.

As baladas que não saem da lista de Raquel: Pink Elephant, Royal CLub, Mokai, Disco Club

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Hoje David Martins vive capital, mas quando principiava a tornar-se
o baladeiro que é, embora a grana curta, não perdia a oportunidade e se deslocava de Jundiaí às baladas de Sampa."Se eu tivesse dinheiro sempre eu saía". Eclético, aos 23 anos, o jovem aprecia uma grande variedade de estilos: forró, clubes de música eletrônica, baladas GLS e espaços sertanejos. "Quando saio para balada me transporto a outra realidade", afirma. Ele revela ainda jamais sair sozinho, pois sempre está acompanhado de amigos e familiares ao menos dois finais de semana por mês.

David assistindo show de dj em balada

As preferidas de David na noite paulistana: Expresso Brasil, Coração Sertanejo, Porto Alcobaça

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Fabriccio em balada à fantasia
Frabriccio tem 21 anos. É solteiro. É universitário. E também é baladeiro. Costuma reunir-se com os amigos, em média oito vezes por mês. Em cada balada, entre as mais caras e as outras menos, o jovem desembolsa cerca de cem reais. "Antes eu não tinha noção do quanto gastava quando saía. Hoje em dia tenho, porque trabalho e gasto meu próprio dinheiro", comenta. Fabriccio afirma não há um grupo fixo de balada. Há amigos que costumam sair juntos, o que vai gerando novas apresentações por meio de amigos em comum e, consequentemente, gerando novas amizades. Além da diversão, o universitário aponta que a grande importância das baladas está em formar boa parte da vida social.

Algumas das baladas que Fabriccio curte: Heaven Club, Gambiarra, Kiss, Royal CLub, Vila Country

Assista ao vídeo sobre os "The Clubbers"



Indicações para a curtição na night:

- Noite Paulistana o blog que liga você ao que rola na cidade mais balada do Brasil

- Balada Certa o site que te deixa a par sobre as principais baladas, festas e shows do Brasil.